Em novembro, vestuário está entre as quatro atividades industriais cujos custos caíram, de 24 ramos pesquisados pelo IBGE
Desde agosto os preços ao produtor praticados pela indústria brasileira têm aumentado de forma consistente. Dos 24 ramos pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor), apenas quatro apresentaram queda. De maneira geral, a indústria repassou ao atacado aumento médio de 1,43% em novembro sobre outubro. Na passagem de um mês para o outro, também os fabricantes de itens têxteis reajustaram custo, com taxa de expansão de 0,35%, praticamente zerando o recuo anotado em outubro (-0,47%).
Ficaram mais caras as roupas de banho para casa – basicamente toalhas, assim como teve aumento para fios de algodão torcidos e para embalagens de tecido do tipo big bag, destaca o relatório que acompanha a pesquisa do IBGE. O preço dos tecidos ficou quase estável, com pequena queda de 0,02%.
Já as confecções de vestuário seguraram o repasse ao atacado, apresentando redução de 0,37% em relação a outubro, depois de dois meses com preços em alta. O maior aumento foi encontrado entre as camisas masculinas. Mas foram as roupas de malha a derrubarem os preços, mostram os dados da pesquisa do IBGE.
As outras três atividades que também apresentaram queda nos preços foram a de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-0,82%); fabricação de calçados e outros produtos de couro (-0,69%) e a indústria extrativista (-3,2%), segundo a pesquisa do IBGE.
DESEMPENHO SOBRE NOVEMBRO DE 2016
Na comparação com o ano anterior, os preços da indústria ficaram maiores em 2017. A média das atividades industriais aponta para reajuste de 1,80%, em novembro. Vestuárioapresentou aumento de preços inferior a essa base, com expansão de 0,40% sobre igual mês de 2016, enquanto os produtos têxteis ficaram 0,03% menores, mostra o levantamento mensal.