Diante da inflação brasileira de 0,32% em janeiro, apenas moda teve variação negativa sobre dezembro, aponta pesquisa do IBGE
Como acontece desde 2015, o varejo brasileiro de moda, que inclui lojas de roupas, tecidos, calçados e acessórios, joias e bijuterias, começou o ano com preços em queda quando comparados ao mês anterior. Em janeiro de 2019, caíram 1,15%, anulando assim o aumento de 1,14% registrado em dezembro, revela a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). É o maior recuo no mês dos últimos quatro anos.
O IPCA mede a inflação oficial brasileira que em janeiro acelerou. Os preços no país subiram 0,32%, o dobro da taxa encontrada em dezembro (0,15%), diz o IBGE. O grupo de Alimentação e Bebidas foi o que mais pressionou a inflação, com alta de preços de 0,90%. “O grupo Vestuário foi o único com deflação de dezembro para janeiro e ajudou a conter a taxa do mês, com impacto de -0,07 ponto percentual”, observa o relatório que acompanha os resultados da pesquisa.
Todos os itens que compõem a cesta Vestuário tiveram recuo de preços sobre o mês anterior. Foram registradas variações negativas nas roupas femininas (de aumento de 2,34% em dezembro para -2,00% em janeiro), roupas infantis (de 0,91% em dezembro para -1,06% em janeiro) e roupas masculinas (de 1,57% em dezembro para -0,99% em janeiro). Além disso, os calçados também apresentaram queda, de -0,65% em janeiro, ante aumento de 0,64% em dezembro.
A variação nos preços de moda foi negativa em todas 16 capitais que são tratadas de forma destacada no relatório do IPCA. Em duas delas, a queda passou dos 2%: foi o caso de Goiânia (-2,13%) e Aracaju (-2,12%). Em Campo Grande chegou perto desse corte (-1,99%). Maior mercado do país, São Paulo registrou redução de 0,84% nos preços praticados pelo varejo. A cidade em que os produtos de moda tiveram menos reajuste foi Rio Branco (-0,09%).