Basicamente devido ao período de liquidação do inverno para abrir espaço às novas coleções de primavera e verão, aponta pesquisa do IBGE.
Em julho, as roupas ficaram 0,24% mais baratas que em junho. Basicamente devido ao período de liquidação de inverno nas lojas para abrir espaço às novas coleções de primavera e verão. A retração foi sustentada pelo corte no preço de roupas de todos os segmentos, com destaque para as peças femininas, que registraram recuo de 0,72%, aponta pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para medir o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do mês.
De acordo com o relatório da instituição, divulgado esta semana, o preço das roupas infantis caiu 0,27% e o de roupas masculinas recuou 0,24%. As demais áreas que integram a categoria – calçados e acessórios, jóias e bijuterias, tecidos e armarinho – promoveram aumentos consideráveis de preço de um mês para o outro. O de tecidos foi de 1,59%; de jóias, 0,59%; e calçados, 0,02%, percentuais superiores ao aumento do IPCA geral, que em julho foi de 0,01% a mais que no mês anterior.
Das 13 capitais monitoradas pelo IBGE para compor o índice, cinco tiveram inflação na categoria: Rio de Janeiro, em todos os segmentos, alcançando aumento de 0,77%; Belém (0,45%), Curitiba (0,24%), Belo Horizonte (0,22%) e Goânia (0,04%). As outras oito cidades cortaram preços de roupas e só por isso tiveram deflação, porque nas demais áreas os reajustes foram para cima. Os maiores cortes foram registrados em Fortaleza, com queda de 1,29%; em Vitória, de 0,88%; e em Recife, de -0,85%.