Mesmo a troca de coleção para o outono não foi suficiente para reverter a tendência de contenção do valor médio no varejo.
Em movimento atípico para essa época do ano, com parte das vitrines preparadas para o outono, o varejo de moda, que inclui roupas, tecidos, calçados e acessórios, jóias e bijuterias fechou março com preços em queda, registrando um trimestre inteiro de contenção. Em março, o recuo foi de 0,12%, quase o mesmo recuo observado em fevereiro, revelam os dados da pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
Novamente moda esteve entre as poucas atividades a registrar declínio de preços em mês no qual a inflação oficial geral do Brasil alcançou 0,25%, encerrando trimestre em alta. Em todos os seis ramos de moda, o indicador ficou negativo, apesar de que em março mais capitais aumentaram os preços em todos eles. A maior queda foi observada no preço dos tecidos, com redução de 0,45%; roupas masculinas e jóias e bijuterias assinalaram a mesma taxa de declínio (-031%); enquanto calçados e roupas infantis caíram 0,06%; e roupas femininas tenderam à estabilização frente a fevereiro com pequeno encolhimento de 0,01%..
COMPORTAMENTOS DOS PREÇOS NAS CAPITAIS
Das 13 capitais tratadas com destaque pelo IBGE na pesquisa, assim como em fevereiro, em março, sete cidades contribuíram para a queda do IPCA na atividade composta pelo varejo de vestuário, tecidos, calçados, jóias e bijuterias. O levantamento do IBGE mostra, entretanto, que as seis cidades que subiram os preços, aumentaram bem acima dos índices encontrados nos outros dois meses. O maior aumento foi identificado entre as lojas do Distrito Federal, com avanço de 1,52%. Depois em Vitória (0,96%), no Espírito Santo; e Goiânia (0,52%), em Goiás, aumento puxado pelo reajuste em roupas femininas de 2,52%, o mais alto do país.
As principais quedas foram verificadas no varejo das cidades de Rio de Janeiro (-0,61%), contenção influenciada pelo recuo nos preços de calçados e tecidos; Belo Horizonte (-0,49%), em Minas Gerais, redução provocada por roupas femininas e tecidos, o mesmo acontecendo com Recife (-0,47%), em Pernambuco.