Pela segunda vez em quase um ano e meio, o reajuste de vestuário, tecidos, calçados e jóias foi maior que a média do país que, em maio, saltou para 0,78%.
A inflação brasileira que não pára de subir há pelo menos três anos, explodiu em janeiro de 2016, perdeu a força nos dois meses seguintes, para em abril voltar com mais força. Em maio, a inflação registrada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é de 0,78%. A categoria Vestuário (que engloba roupas, tecidos, calçados, jóias e bijuterias) ultrapassou esse patamar ao registrar aumento de 0,91%. No último ano e meio, essa é a segunda vez que a atividade reajusta os preços acima da média. A anterior foi em dezembro.
De acordo com a pesquisa divulgada nessa quarta-feira, 8 de julho, pelo IBGE com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), pelo peso que têm na formação do preço da categoria, as roupas foram os itens que mais influenciaram nesse forte aumento, embora tenha havido reajuste em todos os tipos de produtos. Roupas masculinas ficaram 1,88% mais caras que em abril. Vestuário infantil apresentou alta de 0,97% e das mulheres subiu 0,76%.
O aumento em tecidos foi de 1,2%, mas, o peso é menor na formação do IPCA da categoria. Depois da forte alta verificada em abril, o reajuste em calçados foi de 0,39% em maio e de jóias e bijuterias foi de 0,11%, mostra o IBGE. A vigorosa alta da categoria está retratada na inflação das capitais monitoradas para a pesquisa. A exceção é Belo Horizonte (MG), a única a apresentar variação negativa de 0,03%, arrochada pela queda nos preços de roupas femininas, calçados, jóias e bijuterias.
Em maio, a cidade mais cara é Curitiba (PR), com inflação de 1,62%, muito onerada pelo preço das roupas em geral, especialmente a masculina, que subiu 2,72%. Aconteceu o mesmo com Campo Grande (MS) onde a média de aumento na categoria correspondeu a 1,62%, sendo que a alta do vestuário para homens atingiu 2,48%. Em São Paulo, a inflação de moda registrou 1,22%, com roupas masculinas aumentando 2,12%.