Itens têxteis e roupas reajustam acima da média registrada pela indústria de transformação e extrativista do Brasil.
De modo geral, os preços ao produtor continuaram a subir em outubro na indústria de transformação e extrativista em geral, no Brasil, mas em compasso mais lento. Subiram 0,10% sobre setembro, segundo a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que mede o IPP (Índice de Preços ao Produtor). Artigos têxteis e roupas fizeram reajustes acima dessa média. Ficaram assim entre as nove atividades que apresentaram variações positivas entre as 24 atividades monitoradas, destaca o IBGE.
De novo, as confecções de vestuário subiram preços ao produtor mais que a indústria de artigos têxteis. Com um dos maiores aumentos do ano, as roupas ficaram em outubro 0,90% mais caras em relação à tabela de setembro. Pressionaram essa onda inflacionária as roupas femininas, sobretudo as de malha, como as camisetas, e outros itens, como camisas e blusas, revela a pesquisa. Com isso, a expansão sobre outubro de 2015 foi de 4,42%.
Na indústria de fabricação de produtos têxteis o aumento de outubro ficou acima da média, mas, abaixo da alta de roupas. Sobre setembro, o reajuste foi de 0,32%, inflado pela alta em roupas de banho e tecidos revestidos, como entretelas. É o terceiro mês seguido de aumento de preços na atividade têxtil. O confronto com outubro de 2015 expõe aumento de 3,23%.