Em vestuário, itens femininos apresentaram a maior alta, ficando acima da inflação geral registrada para abril, de acordo com o IBGE.
Aliviado por dois meses de queda dos preços, o setor de vestuário, tecidos, calçados, jóias e bijuterias viu a inflação decolar em março e continuou a escalada na passagem para o mês seguinte. Fechou abril, com alta de 0,47%, apesar de abaixo do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 0,67%, por influência sobretudo do preço das roupas femininas. Nesse segmento, a inflação foi de 0,65%, perdeu apenas para jóias e bijuterias, que subiram 0,76% no mês, mostra a pesquisa mensal que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na sexta-feira, 09 de maio.
Também os demais itens da categoria sofreram reajustes para cima. Apenas tecidos ficaram mais baratos, com pequena queda geral dos preços de 0,07%. Roupas infantis que já haviam subido em março em taxas bem superiores, tornaram a encarecer em abril com reajuste de 0,60%. Roupas masculinas tiveram alta de 0,25%; enquanto calçados subiram 0,36%, apurou o levantamento do IBGE.
Entre as 13 capitais monitoradas pela pesquisa, somente São Paulo apontou queda em todos os segmentos da categoria. O aumento em roupas femininas foi generalizado nas cidades da pesquisa, com exceção de São Paulo (queda de 0,50%) e de Salvador (queda de 0,88%). Porto Alegre foi a campeã dos aumentos que atingiram média de alta de 1,73%, pressionada por roupas femininas (3,19%) e roupas infantis (2,09%). Goiânia e Vitória foram as outras duas capitais com inflação acima de 1% ao mês, com reajustes de 1,48% e 1,08%, respectivamente.