As roupas foram o item que mais subiu em janeiro, ficando bem acima da média geral, que registrou repasse ao produtor de 0,56%.
Os preços no atacado subiram em janeiro. Ficou mais caro para os lojistas reporem seus estoques, porque as confecções de roupas impuseram reajuste de 2,83% em relação a dezembro, apesar da desaceleração do consumo na ponta. Os principais itens a influenciar o aumento foram camisas e roupas de malha para adultos, como blusas, camisetas e conjuntos, mostram os dados da pesquisa mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística) para compor o IPP (Índice de Preços ao Produtor).
Comprar tecido e outros artigos têxteis também ficou mais caro, porém, em patamar bem inferior ao exibido pelas confecções. Em relação ao mês anterior, o aumento em janeiro foi de 0,25%, influenciado pelos reajustes no preços de toalhas de banho, calculados dentro dessa atividade pelo IBGE; dos tecidos de algodão e dos não-tecidos.
De acordo com a pesquisa do IBGE, o IPP geral registrou aumento de 0,56%, puxado pelos reajustes aplicados pela maior parte da indústria de transformação, uma vez que 24 das 30 atividades do setor aumentaram os preços, informa o IBGE. Já a indústria extrativista apresentou queda de 14,42% em relação aos preços de dezembro.