Tirando janeiro, quando têxteis registraram queda, a curva desde então tem sido de alta nos dois segmentos com reflexos na inflação de moda, que aumentou em março e abril
A alta de produção em março de têxteis e vestuário intensificou o aumento nos preços negociados no atacado também em abril, como vem acontecendo desde janeiro no setor. No início do ano, apenas os artigos do setor têxtil tiveram redução e rapidamente superada pelos reajustes aplicados nos meses seguintes. Em abril, as roupas ficaram 0,54% mais caras que março e os têxteis encareceram 0,99%, diante de um aumento da indústria como um todo que foi a 1,56%, o maior dos últimos seis meses, demonstra o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com base no levantamento que calcula o IPP (Índice de Preços ao Produtor).
Das 24 atividades monitoradas pela pesquisa, 21 delas aumentaram os preços. Reajustes nos preços de roupas de malha, fios e tecidos de algodão, além de tecidos sintéticos, pressionaram a alta do setor de moda. E a previsão é de o cenário se agravar com os aumentos nos preços do algodão com efeitos mais profundos sobre os tecidos em maio e junho, agravados também pela desvalorização do real frente ao dólar a partir de meados de abril.
SOBRE ABRIL DE 2017
Na comparação com igual mês do ano passado, os preços da indústria de transformação e extrativista subiram 8,03% em abril, informa o IBGE. O reajuste dos têxteis foi bem menor, registrando alta do IPP de 3,85% sobre abril de 2017. Vestuário acumulou, porém, pequena queda de 0,06%, ficando entre as cinco atividades a assinalar declínio nos preços nesse confronto.