Em março, o aumento praticado pelas confecções foi o maior assinalado na indústria de transformação e o das têxteis ficou acima da média geral.
A indústria têxtil e de confecção voltou a reajustar para cima os preços para o atacado. Em março, as confecções praticaram aumento de 2,96%, o maior reajuste assinalado entre as atividades da indústria de transformação no mês. Só foi menor que a variação de 3,44% imposta sobre fevereiro pelo setor extrativista, revela o levantamento mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor). Os itens que mais pressionaram os preços de vestuários foram as camisas, as camisetas e as cuecas.
Já os fabricantes de produtos têxteis seguraram o apetite demonstrado em fevereiro. Mesmo assim, em março, o custo das mercadorias nesse segmento avançou 0,11%. A pressão foi exercida pelos aumentos no preço de tecidos em geral (sintéticos e de algodão), aponta o IBGE. A indústria geral registrou variação média positiva de 0,09%, depois do recuo de fevereiro. Segundo o IBGE, os preços de 17 das 24 atividades monitoradas subiram, contra dez no mês anterior.
SOBRE MARÇO DE 2016
A comparação com igual mês do ano passado também anota alta de preços. Vestuário é um dos poucos ramos industriais que registrou, a despeito do aumento de março de 2017, recuo em relação ao que era encontrado no atacado em março de 2016. Caiu 0,11%. Os preços de itens têxteis, ao contrário, subiram, avançando 2,57% em março de 2017, em relação a igual mês do ano passado. Acompanharam assim o comportamento dos preços da indústria em geral, que subiram 2,85% no mesmo período de comparação.