A reação de vestuário em agosto foi passageira e a queda este mês revelou-se uma das três piores entre os ramos da indústria analisados pela pesquisa do IBGE.
Desde janeiro, a produção do segmento de confecções de roupas tem mantido o comportamento gangorra, subindo dois meses, caindo outros dois. Se em agosto o resultado foi positivo, um dos poucos da indústria em geral, em setembro o volume produzido caiu, e bem. O recuo do segmento foi de 4,2%, uma das três piores taxas do mês, de acordo com a pesquisa mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que acompanha o desempenho da produção física da indústria brasileira e cujos resultados de setembro foram divulgados nessa quarta-feira, 4 de novembro.
Pior que as confecções, só os segmentos de veículos automotores (-6,7%) e máquinas e equipamentos (-4,5%). A retração na área de roupas ficou bem acima da média geral registrada no mês, que acusou queda na indústria de 1,3%. Também no setor de produtos têxteis a produção foi menor, completando seis meses seguidos de queda na atividade industrial. Em setembro a redução foi de 1%, ficando abaixo da média geral.
Sobre setembro do ano passado, a contração de atividade da indústria atingiu os dois dígitos (-10,9%). Aprofundando o quadro sombrio desenhado na comparação entre os dois meses, a produção de roupas caiu 13,6%, aponta a pesquisa. Já a indústria de produtos têxteis reduziu o ritmo em 22,5%, perdendo apenas para veículos automotores (-39,3%) e equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (-27,9%).