Enquanto vestuário cai em relação a dezembro, mês que registrou alta na atividade, itens têxteis ao contrário aumentam volume de fabricação no período.
Os setores têxtil e de roupas iniciaram 2017 mais uma vez oscilando o ritmo da atividade industrial. As confecções de vestuário derrubaram a produção, com recuo de 7%, o terceiro segmento que mais conteve o volume produzido em relação a dezembro, depois de dois meses em crescimento, mostram os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). A indústria de produtos têxteis produziu, ao contrário, 2,6% a mais que em dezembro repetindo o movimento de sobe-e-desce que exibe desde janeiro do ano passado.
De maneira geral, janeiro foi um mês em que metade dos 24 ramos acompanhados pelo IBGE aumentou a produção e a outra metade reduziu a atividade de fábrica, terminando em queda de 1,4%, depois da alta de novembro e dezembro, mostram os resultados do IBGE. A contração em vestuário foi bem mais severa que a média geral. Ainda assim, o desempenho não foi totalmente negativo no confronto com janeiro de 2016.
SOBRE JANEIRO DE 2016
A indústria de transformação brasileira como um todo cresceu 1,4% a produção quando comparada ao nível de janeiro de 2016. É a primeira alta em três anos, destaca o IBGE. Antes disso, foram 34 quedas consecutivas na comparação entre meses iguais, ano contra ano. Nesse confronto, o desempenho das confecções foi melhor. Aumentou 13,3% o segundo maior aumento entre as atividades monitoradas, só perdendo para equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, que cresceu 18%.
A indústria de produtos têxteis também apresentou boa perfomance, com crescimento de 10,8%, ficando em quarto lugar, atrás das indústrias extrativistas, depois de produtos de informática e roupas.