Agosto é o quarto mês consecutivo com crescimento da indústria que, mesmo assim, não consegue superar as perdas de março e abril.

A produção industrial avança em alta pelo quarto mês consecutivo. Mas em agosto a marcha diminuiu, tanto para têxteis quanto para vestuário, ainda que as duas atividades tenham puxado o crescimento geral.
No mês, a indústria de têxteis cresceu 9,1% e a de vestuário aumentou 11,5%. Os índices ficaram bem acima da média geral. Conforme a Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), a produção brasileira subiu 3,2% em agosto.Os dados foram publicados hoje, 2 de outubro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A categoria Veículos registrou a maior expansão (19,2%). Em seguida, atividades de moda sustentaram o avanço. Com couro, artigos de viagem e calçados (14,9%), seguido de vestuário e têxteis.
Porém, diferentemente de julho, a recuperação não foi generalizada. De acordo com o IBGE, dez atividades industriais reduziram o ritmo em agosto, do total de 26 ramos analisados. A contração mais forte veio dos fabricantes de perfumaria, sabões e produtos de limpeza que cortaram o ritmo em 9,7%.
ACUMULADO NO ANO
Mesmo acumulando quatro meses nos quais a produção industrial avança, a indústria do país não superou a forte queda imposta pelas medidas de contenção da pandemia de covid-19. De modo geral, até agosto, a indústria como um todo acumula redução de 8,6% sobre igual período do ano passado.
Diante dessa comparação, o corte de atividade continua profundo para o setor de artigos têxteis e de roupas. A indústria do vestuário produziu menos 34,7% no acumulado de oito meses, sobre janeiro a agosto de 2019. Conforme a pesquisa do IBGE, só perdeu para a redução na produção de veículos (-39,9%) e de produtos de impressão e reprodução de gravações (-37,7%).
Da mesma forma, a indústria de produtos têxteis não eliminou a freada brusca diante da pandemia. E, assim, acumula queda de 17,1% até agosto.
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