A queda foi disseminada entre todos os setores analisados, incluindo têxteis e vestuário, que acumularam perda no primeiro semestre.
Pelo segundo mês consecutivo, o Brasil produziu menos artigos têxteis e roupas. Porém, em junho, o recuo foi menor que o observado em maio. A produção têxtil caiu 1,6% em relação a maio, redução bem acima da média da indústria em geral, e a confecção de roupas fabricou menos 0,5%. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a indústria brasileira como um todo enfrentou redução de 0,6%, com 17 dos 26 ramos monitorados apresentando queda de atividade.
A Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de junho mostra que as principais influências negativas foram registradas por produtos alimentícios (-2,1%), máquinas e equipamentos (-6,5%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,7%). “Todas apontando o segundo mês seguido de queda na produção”, destaca o relatório do IBGE que acompanha a pesquisa.
ACUMULADO DO ANO
Com o resultado de junho, a indústria brasileira continuou a encolher em mais um ano. De janeiro a junho, o setor industrial de artigos têxteis vem acumulando perdas. A redução foi de 1,7% em comparação com o primeiro semestre de 2018. Com duas altas fortes – em abril e maio – a indústria do vestuário encolheu menos ao longo dos primeiros seis meses de 2019. Conforme a pesquisa do IBGE, a produção ficou 0,2% menor que no primeiro semestre do ano passado.
O nível da produção industrial geral do país caiu 1,6% no primeiro semestre de 2019, sobre o mesmo período do ano passado, “acentuando a magnitude da perda do ano”, observa André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE. O resultado foi afetado pela redução registrada em 15 ramos monitorados. Os outros 11 setores produziram mais, com destaque para produtos de metal (5,8%), bebidas (5,7%), produtos diversos (4,1%), indústria automobilística (3,5%).