Maior expansão foi anotada pelo setor de artigos têxteis, ainda que vestuário tenha crescido acima da média geral da indústria.
O setor têxtil e de vestuário acompanhou a reação da indústria brasileira em geral em abril. Depois da queda de 2,9% em março, a produção industrial de artigos têxteis reagiu. E fechou abril com alta de 5,8% em relação ao mês anterior. Foi a terceira maior taxa de crescimento entre os 26 ramos acompanhados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM). O levantamento é realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Perdeu para as indústrias de veículos (+7,1%) e de máquinas e equipamentos (+8,3%), mostram os dados da pesquisa.
A reação das confecções de vestuário foi em março após ter uma das piores quedas em fevereiro. Portanto, em abril, a alta foi mais contida. Ainda assim, bem acima da média nacional. A atividade industrial entre os produtores de roupas aumentou 2,7%.
Ainda sob o efeito dos problemas da mineradora Vale, com a tragédia de Brumadinho, a indústria extrativista puxou o indicador de produção para baixo. Teve queda de 9,7% sobre março. O aumento da produção industrial foi de 0,3%.
ACUMULADO DO ANO
O aumento no ritmo de produção não foi suficiente, porém, para compensar as fortes quedas registradas entre janeiro e abril. O acumulado do ano aponta para redução de 2,7% no volume produzido de roupas. Os fabricantes de artigos têxteis acumulam declínio de 2,1% nos primeiros quatro meses de 2019.
De forma geral, também a indústria assinala diminuição de 2,7% na produção de janeiro a abril.
COMPARAÇÃO COM ABRIL DE 2018
Para o setor têxtil e de confecção de vestuário, a comparação com abril do ano passado é positiva. Os têxteis produziram 1,6% a mais, enquanto a expansão de roupas subiu 1,3%.
Já a indústria como um todo continuou a perder ritmo e amargou queda de 3,9%.