Só que em fevereiro, vestuário aumentou o volume fabricado, enquanto a indústria de itens têxteis reduziu a atividade.
Desde dezembro, a indústria brasileira de vestuário e a de itens têxteis têm alternado o desempenho – quando um segmento aumenta a produção, o outro reduz a atividade. Em fevereiro, as confecções avançaram 3,4% sobre o mês anterior. Os fabricantes têxteis tomaram o caminho inverso, com leve declínio de 0,1% de um mês para o outro, revelam os dados da da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).
Segundo o relatório da pesquisa, lingerie e calças masculinas impulsionaram a produção das confecções. No caso do setor têxtil, o ritmo industrial foi afetado pela fabricação de meias, incluindo meia-calça, e roupas de banho. De modo geral, a indústria de transformação e extrativista do país apresentou alta de 0,1% em fevereiro, em mais um mês no qual 13 dos 24 setores analisados apresentaram aumento de produção.
SOBRE FEVEREIRO DE 2016
A comparação dos resultados de fevereiro de 2017 com igual mês do ano passado revela variação positiva nos dois segmentos, ainda que com certa desaceleração no avanço assinalado nos últimos dois meses. Nesse confronto, a indústria de itens têxteis registrou crescimento pelo sétimo mês consecutivo, com pequena alta de 0,8%. As confecções de roupas há quatro meses têm registrado aumentos seguidos. Em fevereiro, avançou 1,8%. A indústria brasileira em geral, que em janeiro comemorou o primeiro resultado positivo em três anos, tornou a cair (-0,8%).