Para as confecções, foi o melhor mês do ano segundo a pesquisa do IBGE, que aponta para alta generalizada entre os 24 ramos industriais pesquisados
Com três meses seguidos de produção em alta, as confecções de vestuário registraram em outubro a maior alta do ano para a atividade. De acordo com a pesquisa mensal sobre produção física divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o ritmo industrial acelerou 4,3% em outubro, em relação a setembro. Também a indústria têxtil produziu mais, com crescimento de 2% em outubro, compensando a queda pontual de atividade registrada no mês anterior.
De acordo com a análise que acompanha os resultados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, novamente foram as roupas de malha que deram impulso ao desempenho das confecções em outubro, como já ocorrera em setembro. No caso da indústria de produtos têxteis, o IBGE apura que o aumento foi sustentado pela maior produção de tecidos de algodão, pelas fitas de tecidos e em boa medida pelas roupas de cama, como colchas, cobertores, lençóis, entre outros itens dessa categoria.
De modo geral, o desempenho da indústria foi positivo, sendo que 15 dos 24 ramos pesquisados apresentaram aumento de produção, diz o IBGE. Ainda que o crescimento tenha sido de 0,2%, indica sinais de uma lenta recuperação, avaliam os técnicos do instituto. O segmento de vestuário contribuiu para esse resultado apresentando a terceira maior taxa de expansão no mês, atrás apenas dos setores de bebidas (4,8%) e de produtos farmacêuticos (20,3%).
SOBRE 2016
O comportamento da indústria em outubro de 2017 foi o oposto ao encontrado em outubro de 2016, quando a maioria das atividades reduziu o ritmo de produção, incluindo a indústria têxtil e as confecções de roupas. Sobre essa base fraca, a indústria como um todo evoluiu 5,3%, aponta a pesquisa do IBGE. O crescimento industrial em vestuário deu um salto de 11,8% na comparação com outubro do ano passado, enquanto os fabricantes de produtos têxteis registram expansão de 7,99%.