Setor sinaliza que março deverá continuar em queda por conta do aumento das importações e porque os consumidores seguraram os gastos
Se a indústria brasileira como um todo registrou leve melhora no ritmo das atividades em fevereiro, com avanço de 0,2% sobre o desaquecido mês de janeiro, os setores têxtil e de confecção de roupas produziram menos. E a previsão é de queda ainda mais acentuada em março, na avaliação de Ronald Masijah, presidente do Sindivestuário. Ele atribui o recuo sobretudo ao aumento do volume de importações de peças prontas, sobretudo pelo grande varejo, e da estagnação das vendas neste início de ano por conta do Carnaval mais cedo, no começo de fevereiro, com o consumidor deixando de comprar roupa.
A produção de itens têxteis que já caíra em janeiro despencou 4,4% em fevereiro sobre o mês anterior. No mesmo período, as confecções reduziram o ritmo industrial em 1,7%, ficando entre as 12 atividades em queda em fevereiro das 24 analisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para os resultados da Pesquisa Industrial de Produção Física.
DESEMPENHO SOBRE FEVEREIRO DE 2017
O confronto com fevereiro de 2017 interrompe a escalada de recuperação para as confecções. A produção de vestuário caiu 7,5%, e essa taxa só foi menor que o declínio da indústria de impressão e gravação que viu o volume fabricado minguar 17,3%. O desempenho do setor têxtil foi melhor com aumento de 1,3% nessa mesma comparação. A indústria como um todo cresceu 2,8% sobre a produção registrada em fevereiro de 2017.