Nível de atividade dos fabricantes de têxteis e roupas ficou abaixo da média geral da indústria brasileira que caiu 0,2% no mês.
A forte expansão da indústria em abril representa uma bolha que estourou em maio. A queda foi disseminada entre os ramos pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Dos 26 segmentos analisados, 18 reduziram a produção em maio, mostra a Pesquisa Industrial Mensal (PIM). Dessa forma, o indicador fechou com recuo de 0,2%, praticamente anulando a alta de 0,3% registrada em abril.
Não foi diferente com têxteis e roupas. O nível de atividade industrial dessas duas categorias diminuiu em maio em relação ao mês anterior. A produção de artigos têxteis desceu 2,5% e a de confecção de vestuário baixou 1,3%, depois de dois meses seguidos em crescimento.
INDICADOR DO ANO
No acumulado do ano, com três meses em expansão, a produção de roupas no Brasil aumentou 0,6% na comparação com janeiro a maio de 2018. O mesmo não aconteceu com a fabricação de têxteis, que encurtou 1,3% nos cinco primeiros meses de 2019 sobre igual período do ano passado. A indústria brasileira como um todo acumulou queda de 0,7% de janeiro a maio.
DESEMPENHO SOBRE MAIO DE 2018
Como a base de maio de 2018 foi fraca devido à greve dos caminhoneiros, praticamente todos os ramos produtivos apresentaram aumento de atividade. A constatação é de André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do IBGE. Apenas cinco setores registraram queda no volume de produção, entre os quais o da indústria extrativista (-18,2%).
As confecções de roupas produziram 14,2% a mais em maio de 2019 sobre igual mês do ano anterior.
Já a evolução na produção de têxteis foi de 2,2% no período de comparação.
A atividade da indústria em geral subiu 7,1%, mostra a pesquisa do IBGE.