Falta de frio e consumo arredio fizeram do setor a única categoria a registrar queda de preços em julho sobre o mês anterior.
O fraco desempenho da economia permanece contendo a inflação brasileira. De junho para julho, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registrou aumento de 0,19%. De acordo com o instituto, é o indicador mais baixo para um mês de julho nos últimos cinco anos. Em julho de 2014, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) foi de 0,01%. Moda foi a única das oito categorias analisadas pela pesquisa a anotar variação negativa em julho. Caiu 0,52% sobre junho.
É comum o recuo dos preços em julho por conta da temporada de liquidações a fim de liberar espaço nas lojas para receber as novas coleções. As remarcações foram mais acentuadas nas roupas, especialmente as femininas. No caso de vestuário para mulheres, a redução foi de 1,39%, mostra a pesquisa do IBGE. As masculinas recuaram 0,51%. Ainda que a variação das roupas infantis tenha sido muito pequena (-0,02%), ela indica pressão porque é o segundo mês seguido de queda.
Como produtos de moda, calçados e acessórios acompanharam as promoções, com preços caindo porém menos que roupas (-0,04%). Menos sensíveis à sazonalidade da moda no varejo, joias e bijuterias, além de tecidos, ficaram mais caros em julho. Subiram 0,14% e 0,42%, respectivamente.
Todas as capitais que são destaque na pesquisa do IBGE para formação do IPCA anotaram inflação de moda em queda no mês. A exceção entre as 16 cidades acompanhadas foi Fortaleza, com aumento de 0,32%.
A maior queda foi observada em São Luís, cujos preços de itens de moda diminuíram 3,45% na passagem para julho. Em Salvador, a queda na categoria foi 2,07%.
ACUMULADO DE JANEIRO A JULHO
Se a inflação brasileira acumula alta de 2,42% nos primeiros sete meses do ano sobre igual período de 2018, a moda ficou mais barata. O acumulado do primeiro semestre que já estava negativo, a despeito de quatro meses de aumentos consecutivos, em julho ficou pior. Na comparação com o ano passado, o setor acumula deflação de 0,73%. Só escapam dessa curva as roupas infantis que encareceram 0,11% de janeiro a julho, mas bem abaixo da inflação geral acumulada no período. E também tecidos, com alta de 1,31%.