Em fevereiro, com o calor inclemente no Brasil inteiro, o varejo faz promoções para abrir espaço ao preview de um inverno que parece bem distante.
Como aconteceu no primeiro bimestre de 2014, em janeiro e fevereiro de 2015 caíram os preços de roupas, tecidos, calçados e acessórios, jóias e bijuterias, ao passo que a inflação continuou em alta no Brasil. Em fevereiro, o aumento de preços no país ficou muito próximo com a forte variação exibida em janeiro, uma das maiores dos últimos 12 anos: alcançou 1,22%, informa a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Enquanto a política de lançamentos antecipados do inverno obriga o varejo a abrir espaço nas araras para o preview das coleções, mesmo diante do forte calor em todas as regiões brasileiras, as promoções ajudaram a reduzir os preços. Em fevereiro, o recuo para o segmento foi de 0,60%. Depois de vestuário, só o custo da comunicação caiu no país, com retração de 0,02%. Os demais itens que compõem a cesta do IPCA – alimentação e bebidas; habitação; artigos de residência; transportes; saúde; despesas pessoais; e educação – ficaram mais caros no mês.
Novamente, apenas tecidos, jóias e bijuterias foram as duas únicas categorias de produtos a encarecerem no mês, com aumento de 0,49% e 0,85%, respectivamente. Nas demais, os preços caíram. Também, de novo, foram as roupas femininas as que mais apresentaram redução de preço, com queda de 1,40%. Em seguida, aparecem roupas infantis (-0,62%), roupas masculinas (-0,38%) e calçados e acessórios (-0,29%), informa o IBGE.
Mais uma vez quatro capitais registraram inflação na categoria. Só que foram cidades diferentes em fevereiro, com exceção do Distrito Federal, que elevou os preços em 0,07%, índice bem menor que o 0,47% de janeiro. A maior alta foi observada em Belém, com expansão de 0,57%, seguida por Salvador (0,30%) e Fortaleza (0,24%), mostram os dados da pesquisa do IPCA.
As outras nove capitais registraram deflação, lideradas por Campo Grande (MS), com recuo de 1,46%. Porto Alegre assinalou queda de 1,35%. São Paulo e Goiânia foram as outras duas cidades a reduzir preços acima do patamar de 1%, exibindo variação negativa de 1,08% e de 1,04%, respectivamente. As demais vêm na sequência, todas com recuo acima de 0,30%: Vitória (-0,75%), Belo Horizonte (-0,68%), Rio de Janeiro (-0,56%), Recife (-0,43%) e Curitiba (-0,32%).