Dados divulgados pelo Caged mostram o corte profundo promovido em junho tanto pela indústria quanto pelo comércio.
Junho não foi fácil para o nível de emprego no mercado de moda no Brasil, com cortes profundos assinalados tanto pela indústria têxtil e do vestuário, quanto no comércio varejista e de atacado, no Brasil. O setor industrial que vinha recompondo o quadro de funcionários desde janeiro, com saldo de contratação positivo de quase 17 mil trabalhadores, interrompeu esse ciclo em maio, quando registrou eliminação de 518 profissionais, mostram os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Em junho, o número de desempregados saltou para 2,01 mil. Sobre o mês anterior, a queda foi de 0,19%, mas, sobre junho do ano passado a redução alcançou 1,2%. Dessa forma, o setor encerrou o primeiro semestre com pouco a mais que 1 milhão de empregados, entre os segmentos têxtil, de confecção de vestuário e acessórios, de acordo com o Caged.
O mesmo comportamento foi verificado com o comércio. Maior empregador, o varejo que encerrou 2013 com efetivo maior que o de 2012, foi fazendo cortes ao longo de todo o primeiro semestre. Com as 1,614 mil demissões impostas em junho, o setor registrou 682,68 mil empregados, que representam queda de 0,23% sobre maio, mas, aumento de 0,53% sobre junho de 2013.
Ao longo do primeiro semestre, o comércio atacadista de artigos de vestuário e acessórios fez admissões apenas em abril, nos demais meses cortou posições, revelam os dados do Caged. Junho concentrou a maior quantidade de demissões, com corte de 292 profissionais, que corresponderam a redução de 0,69% do quadro de pessoal em relação a maio. Frente a junho de 2013, o recuo foi de 0,26%.