Custo diminuiu nos dois setores (têxtil e confecções) em patamar acima da média de -0,13% registrada pelo IPP para a indústria da transformação no Brasil.
Pela primeira vez em 2014, o IPP (Índice de Preços ao Produtor) é negativo para a indústria da transformação brasileira como um todo e para os setores de confecção de vestuário e de têxtil. A média geral aponta para recuo de 0,13% nos preços de junho em relação a maio, segundo a pesquisa divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O setor de confecções, que já havia registrado deflação em maio, reduziu os preços novamente em junho em 0,21%, por contribuição dos acessórios.
Roupas continuaram a encarecer, com pequena elevação de 0,2% em junho em relação a maio. Já o IPP da indústria de produtos têxteis caiu em junho pela primeira vez no ano. A queda foi de 0,39%, em comparação com o mês anterior, puxado pela queda no custo dos tecidos de algodão, mostra a pesquisa. No acumulado do ano, porém, os preços tiveram alta. A indústria como um todo acumula aumento de 0,93%; a têxtil, de 3,15%; e confecções, de 5,62%, a terceira maior taxa entre as 23 categorias monitorada pelo IBGE para o cálculo mensal do IPP.