Mesmo produzindo menos nos dois primeiros meses do ano, setor reajustou os preços vendidos ao atacado pressionando a inflação na ponta
Apesar da queda do volume produzido em janeiro e fevereiro, as confecções de roupas e a indústria de itens têxteis aumentaram os preços no atacado também em março, fechando o trimestre acumulando alta. Os fabricantes de vestuário subiram os preços em 1,31%, uma das quatro maiores variações positivas do mês entre as 24 atividades acompanhadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para calcular o IPP (Índice de Preços ao Produtor). As roupas feitas de malha, como cuecas, camisetas e blusas, além de calças masculinas que não são de malha foram os artigos que mais encareceram, mostra o levantamento.
O aumento de 1,03% aplicado pela indústria têxtil foi empurrado novamente pelos derivados de algodão, como roupas de banho (toalhas, basicamente) e de cama; pelos fios de algodão e pelos tecidos de algodão, destaca a pesquisa do IBGE.
De modo geral, os preços na porta de fábrica (sem impostos e custos como frete) das indústrias brasileiras extrativistas e de transformação subiram pelo oitavo mês seguido, com aumento de 1,05% em março sobre fevereiro. Das 24 atividades pesquisadas para formação do IPP, apenas três reduziram o preço em relação ao mês anterior: produtos farmacêuticos (-0,14%), bebidas (-0,52%) e artigos de perfumaria (-0,86%).
SOBRE MARÇO DE 2017
A indústria continua a recompor seus preços negociados no atacado, com aumento de 6,23% em relação a igual mês de 2017. Os fabricantes de produtos têxteis aumentaram mas não na mesma proporção da média geral. Subiram 3,53% nesse período de comparação. Já as confecções de vestuário ficaram em março entre as quatro atividades com variação negativa no confronto com igual mês do ano anterior. O recuo foi de 1,57%.
Sobre março de 2017 caíram os preços na porta de fábrica de produtos de impressão (-2,66%), alimentos (-2,15%) e artigos de informática (-0,24%).