Preços disparam, com reajustes que representam o dobro da inflação brasileira para o mês, a mais alta do ano
O aumento aplicado sobre os itens de moda em dezembro só não foi maior que o de maio. Mas, representa uma disparada nos preços em todos os produtos da cesta que compõem o grupo pesquisado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Somados, os reajustes de roupas, calçados, acessórios, jóias, bijuterias e tecidos bateram em 0,84%, praticamente o dobro da inflação brasileira medida pelo IBGE em 0,44% no mês, a maior taxa mensal do ano, diz o relatório que acompanha os resultados.
O encarecimento dos produtos de moda perdeu apenas para o grupo Transportes, com alta de 1,23%, por causa dos reajustes na gasolina e no etanol. E embora todos os itens da cesta de moda tenham ficado mais caros na passagem de novembro para dezembro, foram as roupas que mais pressionaram o índice. Apenas as peças masculinas subiram 1,27%, quase a mesma taxa de outubro (1,28%), com aumentos disseminados por todas as grandes capitais brasileiras, com exceção de Goiânia, cidade em que roupas para homens tiveram pequeno recuo de 0,06%.
As roupas infantis ficaram 1,05% mais caras em dezembro, da mesma forma um dos maiores aumentos do ano. Comprar roupas femininas ficaram 0,71% mais caras que em novembro. Pela ordem, os aumentos dos demais itens foram calçados (0,69%), tecidos (0,51%), jóias e bijuterias (0,13%).
CUSTO DE VIDA NAS CAPITAIS
Em todas as 13 capitais que são destaque na pesquisa do IBGE os itens de moda ficaram mais caros em relação ao mês anterior. Rio de Janeiro, com inflação de 1,44%, Salvador (1,19%) e Goiânia (1,03%) registraram as maiores altas em moda do país. O menor aumento foi encontrado em Vitória, com reajuste oficial de 0,02%.