Desde agosto os preços no varejo estão em escalada, mas, continuam abaixo da média nacional, que bateu 1,01% no mês, pressionada por alimentos e bebidas.
A partir de agosto, os preços das roupas, tecidos, calçados e jóias voltaram a subir, depois da inflexão registrada em julho. Vieram em escalada para chegar em novembro com taxa de reajuste de 0,79%. Apesar de ser a mais alta do ano até agora, ficou abaixo do 1,01% da média nacional para o mês, cuja alta foi pressionada pelos aumentos de alimentos e bebidas, aponta a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que apura o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
No segmento de moda, todos os itens que compõem a categoria tiveram os preços reajustados para cima. O maior reajuste foi observado no segmento de jóias e bijuterias cujos preços subiram 1,94%. Em seguida, figuram os tecidos que para o varejo aumentaram 1,23%; depois roupas infantis, com aumento de 1,19%; roupas femininas, mais 1,17%; roupas masculinas, mais 0,69%; calçados e acessórios, mais 0,10%.
Entre as capitais monitoradas pelo IBGE para a pesquisa, apenas Vitória, no Espírito Santo, apresentou deflação, com pequeno recuo de preços de 0,06%. As outras 12 aumentaram os preços dos produtos de moda. Gradativamente, desde agosto, mais cidades registram inflação acima de 1%. Em novembro, foram quatro. Como em outubro, Campo Grande (MS) é a mais cara, com alta de 1,64%. A pressão veio de todos os itens, sendo que jóias e bijuterias, além de roupas infantis, bateram a marca de 2%. A primeira aumentou 2,94% e a segunda, 2,69%.
Os preços em Belém (PA) subiram 1,36%, com aumentos generalizados, com exceção das roupas infantis que caíram 0,06%. A capital paraense foi seguida pela cidade de São Paulo, com alta de 1,23%, e por Fortaleza (CE), que registrou inflação de 1,16%. Em Belo Horizonte (MG), foi observado o menor índice de reajuste, com aumento de 0,11%, influenciado por tecidos (0,85%) e por roupas infantis (1,49%).