Setor começa o ano com as compras de artigos do vestuário aumentando 50%, sendo a maior parte deles fornecida pela China
Desde o início de 2015, o Brasil não importa tanto. A balança comercial de janeiro registrou US$ 517 milhões em compras, de todos os itens que a atividade têxtil e de vestuário engloba. O valor corresponde a aumento de 30,75% sobre dezembro de 2017, mês em que as importações caíram. Sobre janeiro de 2017, a expansão foi de quase 27%. As roupas pressionaram os resultados da balança comercial. O país internou US$ 165,59 milhões em artigos de vestuário, crescimento de 53% do volume adquirido em dezembro e 30% acima do registrado em janeiro de 2017.
A China é o maior fornecedor, como mostra o sistema de acompanhamento da balança comercial brasileira pertencente ao ministério da Indústria Comércio Exterior e Serviços. Da importação geral de janeiro, os produtos chineses corresponderam a 57%, com vendas de US$ 291,5 milhões. Em roupas, essa participação foi ainda maior no mês, chegando a 65%, com importação da China somando US$ 107,37 milhões.
Em contrapartida as exportações caíram em média 30% em janeiro na comparação com dezembro, tanto no geral do setor como em roupas. O Brasil vendeu no mês US$ 223,77 milhões no total, dos quais US$ 7,88 milhões em vestuário. Sobre janeiro de 2017 o tombo da exportação total foi muito grande, tendo caído pela metade. Na ocasião, o país embarcou US$ 409 milhões. Já as vendas de roupas para outros países cresceram 19% em relação a janeiro 2017.
Com a alta das importações, o déficit da balança comercial brasileira subiu para U$S 293 milhões, dos quais as roupas representam US$ 157 milhões.