Apesar da alta de preços em março, categoria acumula deflação de 0,44% no ano e sobe menos que inflação geral em 12 meses

Roupas encerraram o primeiro trimestre de 2026 ainda em deflação. Mesmo após registrar alta em março, roupas acumulam queda de preços de 0,44% nos primeiros três meses do ano, de acordo com a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que mede o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação brasileira. A categoria acumulou deflação em contraste com o avanço de 1,92% do índice geral para janeiro a março.
O resultado do trimestre para roupas indica um ambiente mais promocional no varejo e o clima mais quente que não favoreceu o giro das coleções de outono. Todas os segmentos de roupas acumularam queda no período: masculina (-0,12%), feminina (-0,71%) e infantil (-0,43%).
Contudo, Moda em geral registra inflação de 0,36% no primeiro trimestre de 2026. Puxada basicamente pela alta de calçados e acessórios, cujos preços subiram 0,98% no acumulado de 3 meses.
Apesar da pouca influência no índice da categoria, Joias e bijuterias continuam a refletir a valorização do ouro e, mais recentemente, da prata. Segmento acumula alta no ano de 7,03%.
Tecidos e armarinho continuam em modo estável com pequena variação negativa de 0,09% no trimestre.
DADOS DE MARÇO
Se janeiro e fevereiro mostraram recuo de preços, em março o varejo de moda acelerou os reajustes. O grupo de moda subiu 0,46% no mês. Roupas avançaram 0,41% em março, influenciadas pelo segmento masculino que ficou 0,65% mais caro que em fevereiro, e pelo segmento infantil com avanço de 0,97% nos preços. Já as roupas femininas recuaram levemente (-0,05%).
Ainda assim, o aumento dos produtos de Moda ficou abaixo do IPCA geral que registrou alta de 0,88% em março.
PRESSÃO EM 12 MESES
A inflação anualizada nos últimos 12 meses até março de 2026 mostra movimento de recomposição de preços de moda. Em alguns casos, acima da inflação oficial para o período, de 4,14%. A cesta de moda como um todo acumula alta de preços de 4,90%, puxada por roupas masculinas, com avanço de 4,49%, e de calçados, com aumento acumulado de 5,20%.
Roupas em geral registram inflação anualizada de 3,59%, porque vestuário feminino e infantil apontam para aumento de 3,05% no acumulado de 12 meses até março.
Tecidos e armarinhos assinalam aumento anualizado de 0,55%. Joias e bijuterias disparam com inflação de 21,19% em 12 meses.



