Confecções vão na contramão do comportamento da indústria geral e dos fabricantes de produtos têxteis que reduziram os preços em julho.
A desaceleração dos preços de roupas no atacado observada em junho – por enquanto, a única do ano – foi bem pontual. Em julho, com a troca de coleção, os custos aceleraram mais uma vez, indo na contramão do que aconteceu com a maioria dos segmentos da indústria monitorados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para a pesquisa que calcula o IPP (Índice de Preços ao Produtor). Das 24 atividades rastreadas pelo instituto, apenas oito reajustaram os preços para cima. Em todas as demais, o movimento foi de deflação.
O aumento aplicado pelas confecções de roupas em julho foi de 0,61%, pressionado pelas camisas masculinas e roupas de malha em geral para homens, mostra a pesquisa. Pode ser que em agosto o cenário mude porque os fabricantes de produtos têxteis reduziram 0,70% os preços no atacado em julho, especialmente dos tecidos (de algodão ou sintéticos). Poderia repetir o que aconteceu em maio quando a indústria têxtil reduziu os preços em 0,15%, pela primeira vez no ano, e no mês seguinte, em junho, as confecções promoveram uma desaceleração (-1,62%), ainda que menor que a observada em junho de 2015 (-2,73%).
Em julho, a indústria de transformação em geral e a extrativista registraram variação negativa de 0,56%. Sobre julho de 2015, ainda que com essa queda, o IPP geral registrou aumento de 4,30%. Da mesma forma, mesmo tendo variação negativa, na comparação com igual mês do ano passado, os preços no atacado estão 7,22% mais altos em julho de 2016. O aumento das roupas elevou o IPP comparativo para 5,25% no confronto com julho de 2015.
Confira o gráfico abaixo com a variação ao longo de 2016.
fonte: IBGE (alguns percentuais foram atualizados pelo instituto).