Aumento sobre setembro ficou abaixo do repasse médio da indústria em geral, que foi um dos mais altos do ano; já o preço dos têxteis registra redução em relação ao mês anterior
Os preços da indústria brasileira para o atacado como um todo aceleraram em outubro, com repasse de 1,79% sobre setembro, o mais alto do ano. Das 24 atividades industriais analisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 19 delas apresentaram variação positiva de preços, informa o relatório da empresa que acompanha a divulgação do IPP (Índice de Preços ao Produtor) do mês. As confecções de roupas seguiram o viés de alta pelo segundo mês consecutivo, aumentando os preços em 0,40%.
De acordo com o IBGE, as roupas masculinas foram as responsáveis pela principal pressão, que puxou o aumento registrado pela atividade em outubro em relação ao mês anterior. Em setembro, a origem do arrocho foram as peças de lingerie e roupas de adultos de um modo geral.
A fabricação de itens têxteis esteve entre as atividades que acumularam queda de preços para o atacado na passagem de setembro para outubro. O recuo foi de 0,47%, mostra o levantamento do IBGE. A maior redução foi observada no custo de fios e tecidos de algodão. A redução em têxteis só não foi maior que a de produtos de borracha e material plástico, que recuou 0,86% em relação aos preços encontrados no atacado em setembro.
As outras três atividades que tiveram queda nos preços foram a de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-0,43%); fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza e artigos de perfumaria (-0,40%); e a de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-0,41%), segundo a pesquisa do IBGE.
SOBRE OUTUBRO DE 2016
Em relação ao ano passado, a indústria de maneira geral continua a recompor suas margens mediante aumentos de preço. A média de expansão geral bateu 4,41%. A indústria de produtos têxteis acompanhou essa evolução. Sobre outubro de 2016, o custo aumento em 2,10%. Como já havia acontecido em setembro, também em outubro as confecções de vestuário figuram entre as poucas atividades cujos preços no atacado estão menores do que os praticados em igual mês do ano passado.
Segundo o IBGE, a queda nos preços das roupas vendidas para o atacado foi de 2,69%. A atividade que mais reduziu preços foi a indústria de alimentos com queda de 7,01%. O IPP mede a evolução dos preços de produtos ‘na porta de fábrica’ das indústrias extrativas e de transformação, sem impostos e fretes, e abrange informações por três grandes categorias econômicas – bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis e semiduráveis e não duráveis), explica o IBGE.