Itens de moda foram os que mais encareceram em abril, perdendo apenas para o aumento de remédios e planos de saúde, com São Paulo entre as cidades mais caras do país
Como o IPP (Índice de Preços ao Produtor) de março já indicava, em abril os preços dos itens de moda dispararam. Subiram muito acima da inflação brasileira. O aumento foi de 0,62% sobre março, mês no qual os artigos já tinham ficado mais caros, diferentemente do que ocorreu no primeiro trimestre de 2017. O repasse só não foi maior que o da categoria Saúde, pressionada pelos aumentos dos remédios e das mensalidades dos planos de saúde, mostra a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). A inflação oficial atingiu 0,22% em abril, bem acima do 0,09% de março.
Em moda, a maior pressão foi exercida pelas roupas, especialmente as femininas, que aumentaram 1,62% de um mês para o outro, mostra o levantamento do IBGE. As roupas para crianças tiveram aumento de 0,66% e as masculinas, de 0,32%. Os tecidos vendidos no varejo subiram 0,22%, menos que no mês anterior, enquanto joias e bijuterias encareceram 0,52% em relação aos preços praticados em março, quando estiveram entre os artigos de variação mais salgada.
Na categoria que envolve os itens de moda, apenas calçados e acessórios, como bolsas e cintos, apresentaram recuo em abril, com queda de 0,12% sobre março.
CUSTO DA MODA NAS CAPITAIS
Das 13 capitais que são destaque na pesquisa do IBGE, apenas quatro mostraram queda nos preços (Campo Grande, Curitiba, Recife e Fortaleza). Entre as que a inflação aumentou, as três que mais inflacionaram os preços foram: Belo Horizonte com avanço de 1,17%; São Paulo, que aumentou 1,01%, com os preços sendo muito pressionados pelos reajustes das roupas femininas (2,76%); e Goiás, com acréscimo de 0,9%.