Ao contrário do ocorrido em igual mês de 2014, os reajustes ultrapassaram 1% na indústria têxtil e vestuário, mas, ficando abaixo da média geral de 3,03% de aumento.
Já em agosto os preços da indústria brasileira no atacado deram um salto para cima, depois de dois meses em retração. Em setembro, o pulo foi ainda mais alto, impulsionado pela alta de 12,50% aplicado pela indústria extrativista sobre os preços cobrados no mês anterior. É a maior taxa de aumento desde março. Esse perfil de desempenho repetiu-se nas indústrias têxtil e de vestuário, que aumentaram os preços para o atacado em 1,25% e 1,52%, os mais altos desde março, informa a pesquisa do IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística) que monitora mensalmente os custos para formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor).
As roupas que ficaram mais caras para os lojistas foram as femininas de malha, mostra o levantamento. Entre os produtos têxteis, os tecidos de algodão,
sintéticos e os mistos, assim como os não-tecidos, foram os que experimentaram maior aumento.
A alta da indústria de transformação, setor onde produtos têxteis e confecção de roupas estão inseridos, foi de 2,75%, mais que o dobro da taxa registrada em agosto. A forte alta assinalada pela indústria extrativista é explicada pelos técnicos do IBGE pela forte depreciação do câmbio, com alta do valor do dólar de 11%, em relação ao real, da mesma forma como ocorreu em março. No caso da indústria de transformação, a pressão veio dos alimentos derivados de soja, açúcar e carne; além de produtos químicos dependentes de insumos importados e os derivados de petróleo.