Indústria e comércio aprofundam os cortes no quadro de pessoal em relação a abril que já fora considerado um mês bastante difícil para o setor.
Das 115,5 mil vagas cortadas no Brasil em todas as atividades durante maio, 6 1 mil delas correspondem ao fechamento de empregos por parte da indústria da transformação. Juntos os setores têxtil e de vestuário eliminaram 6.448 postos de trabalho que, somados a 2.646 menos empregos no comércio e menos 296 no atacado, resultaram em 9.390 vagas extintas na área, revela a pesquisa mensal realizada pelo ministério do Trabalho a partir do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
O saldo negativo geral da área foi superior ao corte de 7.913 vagas registrado em abril pela pesquisa, já considerado um dos piores meses para o nível de emprego setorial no país. Se em abril, São Paulo liderou as demissões na indústria, em maio, Minas Gerais enxugou o quadro, fechando 1.066 postos. Mas, a indústria paulista continuou a diminuir e demitiu 927 trabalhadores. O pólo industrial do Ceará aparece em seguida ao eliminar 778 vagas. O quadro de pessoal em Santa Catarina recuou em 643 postos. Apenas dois estados tiveram saldo positivo no mês, com Maranhão contratando nove trabalhadores e Tocantins, oito. Outros dois estados mantiveram os quadros estáveis. Todos os demais cortaram pessoal.
No varejo, o Rio de Janeiro foi o que mais enxugou, com a demissão de 793 profissionais. São Paulo foi outro que manteve o saldo negativo em 703. O Espírito Santo aparece bem depois com o corte de 199 vagas. No atacado, São Paulo eliminou 103 postos e o Rio de Janeiro, ficou com menos 97, enquanto Minas Gerais cortou 38 vagas.