De novo, o Brasil inicia o ano com forte alta de preços, vendo a inflação atingir 1,27%, mas, as liquidações derrubam o custo no varejo de roupas de adultos e de calçados.
Assim como em janeiro de 2015, quando a inflação chegou a 1,24%, o Brasil começou 2016 com preços em forte alta. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) bateu 1,27%, a maior taxa para janeiro desde 2003, quando os preços subiram 2,25%, afirma o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em relatório publicado nessa sexta-feira, 05 de fevereiro. Todos os itens que compõem a cesta monitorada ficaram mais caros, especialmente alimentos e bebidas. Mas, por causa das liquidações de início de ano, Vestuário foi a única categoria com preços em queda.
A deflação na área de moda foi de 0,24%, em janeiro. O recuo nos preços foi influenciado por roupas de adultos. As peças do vestuário feminino tiveram a maior redução – caíram 0,81%. As roupas masculinas ficaram 0,18% mais baratas no varejo, e os preços dos calçados recuaram 0,11%, mostra a pesquisa do IBGE. Em movimento oposto, roupas infantis subiram 0,15%; tecidos, 0,71%; jóias e bijuterias, 0,85%.
Entre as 13 capitais monitoradas pelo IBGE para o cálculo mensal do IPCA, apenas Belém e Curitiba apresentaram inflação na categoria Vestuário, com alta de 0,44% e 0,50%, respectivamente. Na capital do Pará, todos os itens da categoria tiveram os preços reajustados para cima. Já em Curitiba o reajuste foi influenciado pela alta de roupas masculinas (1,24%); roupas infantis (1,42%); e por jóias e bijuterias (2,59%).
As cidades em que os preços mais caíram foram Distrito Federal (-1,13%), Rio de Janeiro (-0,78%) e Belo Horizonte (-0,57%). Até São Paulo assinalou deflação de 0,17%, refletindo o recuo dos preços de roupas, porque tecidos, calçados e jóias tiveram aumentos.