Assim como em outubro, o segmento ampliou o quadro de funcionários em novembro, ainda que em volume menor que no ano passado.
Em preparação ao movimento das compras de final de ano, o varejo brasileiro ampliou o quadro de funcionários, em novembro, como faz nessa época. Cauteloso, porém, abriu bem menos vagas que no mesmo mês de 2014. Em novembro de 2015, o saldo entre contratações e demissões foi positivo com abertura de 19.648 postos, abaixo dos 33.415 abertos em novembro de 2014, mostram os dados do ministério do Trabalho, com base no levantamento do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Em mês no qual o varejo de moda de todos os 26 estados e o Distrito Federal contratou, São Paulo puxou a alta, com 5.504 admissões em novembro; o Rio de Janeiro aparece em seguida com a contratação de 3.698 trabalhadores. Minas Gerais e Rio Grande do Sul foram dois outros estados que abriram mais de mil vagas com carteira assinada: 1.739 e 1.473, respectivamente, informa a pesquisa mensal. O segmento acompanhou a alta verificada no comércio em geral do país que registrou criação de 52.592 vagas de emprego.
De seu lado, o atacado não acompanhou o movimento de alta comum nessa época do ano, e demitiu. As empresas do segmento fecharam 215 vagas. Desse total, as de São Paulo foram responsáveis pelo fechamento de 105 postos. Santa Catarina foi outro estado que mais enxugou, ficando com saldo negativo de 51 demissões no mês. No geral, o atacado de vestuário encolheu em 14 estados, em quatro se manteve estável e em nove contratou mais do que demitiu, com destaque de saldo positivo para Amazonas, com aumento de 28 vagas e Paraná, com mais nove.
Menos vagas na indústria
Se em outubro a indústria têxtil e de vestuário registrara nível de demissão recorde no ano, com saldo de dispensa de 10.825 empregados, em novembro a situação se agravou. Ao longo do mês foram encerradas 14.655 vagas, mostram os dados do Caged. Só em São Paulo 3.746 funcionários com carteira assinada ficaram sem emprego. Novamente, como em outubro, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais figuram entre os estados que mais demitiram no setor têxtil e de confecção de vestuário.
O corte em Santa Catarina atingiu 2.779 vagas. O Paraná ficou com menos 2.162 postos de trabalho. E Minas Gerais cortou 1.613 ofertas de trabalho com carteira assinada, detalha o levantamento federal. A situação repetiu-se em outros 23 estados. Em Pará, Amapá, Roraima, Alagoas e Maranhão o setor tendeu à estabilidade ou ao aumento residual do quadro de pessoal.