Em outubro, apenas o comércio atacadista de roupas, tecidos e calçados tem saldo negativo, enquanto a indústria e o varejo abrem mais vagas do que fecham.
Tradicionalmente as lojas abrem vagas com carteira assinada no último trimestre do ano, devido à proximidade com o Natal. Outubro manteve a prática, registrando o primeiro indicador positivo em um ano no varejo de roupas, tecidos e calçados. Foram abertos 2.472 postos de trabalho, mostra levantamento do ministério do Trabalho, tendo por base os dados registrados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Apenas em três estados os lojistas reduziram o quadro de pessoal ao invés de aumentar, e mesmo assim, o recuo não foi acentuado Pernambuco foi o que mais cortou, fechando 63 vagas. Sergipe aparece em seguida ao encerrar 12 postos de trabalho e o Acre tendeu à estabilidade com a redução de nove vagas. A maioria ampliou o quadro. São Paulo puxou as contratações de outubro com abertura de 554 vagas com carteira assinada. O Rio Grande do Norte contribuiu com o indicador mediante a oferta de mais 303 postos e o Rio Grande do Sul ocupou mais 220 vagas, segundo o Caged.
Depois da alta de setembro, o comércio atacadista tornou a cortar pessoal em outubro. Mas, representou a redução de menor intensidade do ano, mediante o fechamento de 33 postos de trabalho. Dos 27 estados brasileiros, 13 fecharam mais vagas do que abriram. Se em setembro o Rio Grande do Sul liderou as contratações, em outubro o atacado gaúcho cortou 71 postos; Pernambuco fechou 14 vagas; Pará e Santa Catarina reduziram a oferta em 13 postos cada um. Dos poucos que fecharam o mês com saldo positivo, o Ceará preencheu mais 41 vagas; São Paulo, outras 13; e Tocantins, 12.
INDÚSTRIA MANTÉM SALDO POSITIVO
Ainda que longe da retomada do volume de empregos que apresentava em setembro de 2014, a indústria têxtil e de confecção de vestuário aumentou a oferta em outubro, pelo quarto mês consecutivo. Mais uma vez Paraná (com saldo positivo de 457 postos em outubro), São Paulo (282) e Santa Catarina (271) lideraram a abertura de vagas.
O emprego industrial de produtos têxteis e roupas encolheu em 14 estados. O maior enxugamento foi feito por empresas do Mato Grosso, que deixaram saldo negativo de 313 vagas. A intensidade dos cortes nos demais mercados foi menor. A Paraíba vem em seguida com menos 53 postos e depois a Bahia com menos 37.