Repasse reflete em parte os reajustes que o atacado aplicou fortemente em março, atingindo todos os itens do segmento: roupas, tecidos, calçados, jóias e bijuterias.
Se no primeiro trimestre, o varejo de moda descolou do comportamento da inflação brasileira, com dois meses em queda e um com alta (abaixo da média geral), em abril o segmento subiu os preços acima do indicador geral, mesmo reclamando de certa queda nas vendas. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do mês foi de 0,71%, enquanto os itens de moda como roupas, tecidos, calçados, jóias e bijuterias subiram 0,91% em relação a março, quando registrou a primeira alta de 2015, mostram os dados da pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De acordo com os analistas da instituição, no grupo Vestuário, “a alta foi pressionada pelas roupas masculinas, cujos preços aumentaram 1,39%, seguidas das femininas (0,93%) e dos calçados (0,89%)”. Mas, todos os itens do grupo reajustaram para cima, com tecidos subindo 0,58% e jóias e bijuterias (0,49%), diferentemente do que aconteceu em março.
Para o cálculo do índice do mês, o IBGE coletou preços no período de 28 de março a 29 de abril de 2015, em dez regiões metropolitanas do Brasil, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Com exceção de Fortaleza (CE) e Vitória (ES), que registraram deflação no grupo Vestuário, as demais 11 regiões aumentaram os preços. Curitiba foi a cidade mais cara em abril, com aumento de 1,42%, pressionado pelos 2,12%, em roupas masculinas, e de 1,61%, em roupas femininas.
Depois, pela ordem, ficaram mais caras para comprar roupas, tecidos, calçados, jóias e bijuterias: Salvador, que reverteu a deflação de março com reajuste de 1,39%, em abril; e São Paulo, bem próxima desse patamar, com variação para cima de 1,30%. O Distrito Federal também ultrapassou a faixa do 1%, com alta de 1,14%, e o Rio de Janeiro chegou próximo dessa barreira, com aumento de 0,96%.