É a primeira queda de vendas depois de quatro meses de alta, e o maior recuo entre os segmentos do comércio brasileiro no mês.

Depois de quatro meses seguidos de alta nas vendas, o varejo de moda cai 2,4% em setembro. A receita nominal do segmento recuou
2% no mês. É a primeira queda desde maio. As lojas de roupas, calçados e tecidos foram as que mais perderam vendas em setembro entre os segmentos analisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na Pesquisa Mensal de Comércio.Conforme o levantamento, o comércio nacional como um todo segue em expansão, mas com taxa desacelerada. Avançou 0,6% em setembro ante agosto, em volume de vendas. Já a receita nominal do comércio em geral cresceu 2,1%, diz o IBGE.
Em setembro, além de moda, mais dois segmentos perderam vendas de um mês para o outro. Artigos de uso pessoal e domésticos recuaram 0,6%. O setor de supermercados reduziu 0,4%. As outras cinco atividades monitoradas pela pesquisa assinalam variação positiva.
ACUMULADO DO ANO CONTINUA NEGATIVO
O resultado negativo de setembro não melhorou o acumulado do ano, de modo que o varejo de moda continuou a vender menos que os primeiros nove meses do ano passado. Até setembro, as lojas de roupas, calçados e tecidos acumulam queda de 30,6%, em volume de vendas, e redução de 30,8% em receita nominal.
Para o comércio como um todo, a pesquisa do IBGE indica vendas estáveis (0%) sobre janeiro a setembro de 2019 em volume. Já a receita aumentou 3,6%.
DESEMPENHO DO VAREJO DE MODA EM 12 ESTADOS
Quanto ao desempenho em 12 estados que são destaque da pesquisa, o varejo de moda cai no acumulado do ano em todos esses mercados, tanto em volume de vendas, quanto em receita nominal. As lojas de vestuário, tecidos e calçados da Bahia continuam a acumular as maiores perdas (veja dados no gráfico).
NAVEGUE PELOS GRÁFICOS
Abaixo, acompanhe a evolução mensal das vendas do varejo de moda e compare com o desempenho do comércio em geral.
Clicando na seta, confira os indicadores acumulados de janeiro a setembro das lojas de moda em 12 estados, com dados retirados da pesquisa do IBGE.