Apesar dos avanços assinalados em quatro meses, a atividade está longe de recuperar o patamar de vendas exibido no ano passado.

Agosto é o quarto mês consecutivo no qual o varejo de moda cresce. Avançou 30,5% sobre as vendas de julho, em volume. Em receita nominal, o varejo de moda
cresce 29,4%. As taxas representam a maior alta entre as oito atividades analisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados constam da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada na manhã de hoje, 8 de outubro. Conforme o levantamento, o comércio nacional como um todo segue em recuperação.Em agosto, o comércio brasileiro em geral expandiu as vendas em 3,4%, em comparação ao volume de julho, e 3,9% em receita nominal no mesmo confronto. Cinco das oito atividades mostraram variação positiva. Contudo, as vendas caíram nos supermercados (-2,2%); nos artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-1,2%). A maior queda foi observada no comércio de livros, jornais, revistas e itens de papelaria (-24,7%).
Desse modo, rota de recuperação do comércio como um todo aponta para recuo de 0,9% em volume de vendas no acumulado do ano até agosto. Já a receita nominal vem em crescimento desde junho. Em oito meses, acumula crescimento de 2,4%.
ACUMULADO DO ANO PERMANECE EM DEPRESSÃO
Mesmo com altas seguidas entre maio e agosto, o varejo de moda está longe de superar a forte retração de março e abril, conforme a pesquisa do IBGE. Assim, o indicador acumulado no ano até agosto registra declínio de 33,4% em volume sobre igual período de 2019. As vendas em oito meses assinalam redução de 33,5% em receita nominal quando comparadas ao ano passado.
DESEMPENHO DO VAREJO DE MODA EM 12 ESTADOS
O varejo de moda nos 12 estados que são destaque da pesquisa do IBGE permanecem com vendas em baixa no acumulado do ano, tanto em volume quanto em receita. As lojas de vestuário, tecidos e calçados da Bahia são as que mais acumulam perdas até agosto. No comércio baiano, as vendas caíram 43,9% em volume e diminuíram 44,7% em receita nominal.
A menor queda foi assinalada pelas lojas de moda do Espírito Santo. De acordo com o IBGE, acumulam recuo até agosto de 10,5% em volume e de 12,2% em receita nominal.
NAVEGUE PELOS GRÁFICOS
Abaixo, acompanhe a evolução mensal das vendas do varejo de moda e compare com o desempenho do comércio em geral. Ao clicar na seta, confira os indicadores acumulados de janeiro a agosto das lojas de moda em 12 estados, com dados retirados da pesquisa do IBGE.