Lojas de roupas, tecidos e calçados encerraram o terceiro trimestre com resultados negativos, mostra a pesquisa revisada do IBGE.
Depois do refresco do segundo trimestre durante o qual as lojas de roupas, tecidos e calçados cresceram em volume de vendas e receita nominal, o terceiro trimestre acabou acumulando perdas. Começou com queda abrupta em julho, ainda mais acentuada devido à revisão dos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e fechou em declínio mais suave em setembro. Revistos os dados de agosto, o segmento ficou com volume em baixa e receita estável. A Pesquisa Mensal de Comércio mostrou que em setembro o volume de vendas ficou 0,70% menor que o mês anterior, e a receita nominal caiu 0,50%.
O varejo nacional de forma geral também piorou ao longo do terceiro trimestre, fechando em queda nos dois indicadores. Recuou 1,0% em volume de vendas sobre agosto e reduziu a receita nominal em 0,30%. A pesquisa do IBGE aponta que houve predomínio de resultados negativos no comércio varejista do Brasil, com redução em seis das oito atividades pesquisadas.
SOBRE SETEMBRO DE 2015
Como ao longo de todo ano, a comparação com 2015 permanece negativa. A exceção foi junho, o único mês no qual a receita foi maior que a do ano anterior. Sobre setembro de 2015, o recuo em volume de vendas foi de 10,30% e o declínio em receita nominal foi de 5,70%.
Em relação aos 12 estados que são destaque na pesquisa, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais permanecem pelo segundo mês consecutivo como os três que mais caíram, nessa ordem, com declínio de 15,80%, 15,50% e 14,30%, respectivamente. Como em agosto, também foram os que mais perderam receita nominal. A contração do varejo de moda no Rio de Janeiro foi de 13,60%, depois vem o Espírito Santo, com redução de 13,20%, e Minas Gerais, com diminuição de 10,10%.
Quatro estados aumentaram a receita nominal, registrando os únicos indicadores positivos da comparação com setembro do ano passado. Em Goiás, o varejo de moda faturou mais 4,70%. A receita subiu 3,10%, no Rio Grande do Sul; 1,10%, em Santa Catarina; e 0,90%, no Distrito Federal.