Geralmente um mês forte para o comércio de roupas, tecidos e calçados, outubro foi mais fraco que setembro
Mesmo que 2017 tenha sido um ano de recuperação parcial para o varejo de moda, os negócios iniciaram o último trimestre em queda, o que não é comum para essa época do ano, reforçando a mudança na curva de vendas do setor em mais um mês. Outubro registrou redução de 2,7% no volume de vendas do comércio de roupas, calçados e tecidos, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada esta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A redução na receita nominal foi menor, mas, ainda assim, expressiva, com taxa negativa de 2,1%.
A retração enfrentada pelo varejo de moda foi muito maior que a assinalada pelo comércio brasileiro como um todo, que teve queda de 0,9% no volume de vendas em outubro em relação a setembro, e perda de 0,5% em receita nominal. Segundo o IBGE, cinco das oito atividades pesquisadas venderam menos em outubro, sendo que as lojas de vestuário, tecidos e calçados estão entre os segmentos que mais sofreram. As vendas no varejo de artigos de uso pessoal e doméstico caíram 3,5% e as de móveis e eletrodomésticos recuram 2,3%, mostra a pesquisa do IBGE.
SOBRE OUTUBRO DE 2016
Na comparação com igual mês do ano passado, outubro foi bom para o comércio em geral, que aumentou 2,5% o volume de vendas e 1% a receita nominal, indicando que as lojas seguraram preços. Não foi diferente com o varejo de moda, que viu os negócios crescerem frente aos resultados de 2016, acima da média nacional. Em volume de vendas as lojas brasileiras do segmento ampliaram 4,7% e em receita, 7,6%, indicando recomposição de preços em outubro deste ano.
Contudo, entre os 12 estados que são destaque na pesquisa do IBGE, o desempenho não foi uniforme. Metade deles amargou perdas em volume de vendas, com as três maiores sendo registradas por Paraná (-12%), Goiás (-12%) e Santa Catarina (-10,6%). As lojas de Goiás enfrentaram perdas pelo terceiro mês consecutivo no confronto com igual mês de 2016. A receita também foi afetada nesses mercados com queda de 10,3% no Paraná, de 8,3% em Goiás e de 8,6% em Santa Catarina.
Na metade que cresceu, os três estados que mais avançaram em vendas de artigos de moda foram Espírito Santo, com alta de 32,7%; Minas Gerais, com aumento de 27,8%; e novamente o Rio Grande do Sul, com expansão de 24,5%, mostra a pesquisa. Em receita nominal, os indicadores foram ainda melhores nessas praças: 35,8%, no Espírito Santo; 30,3%, em Minas Gerais; e 24,6%, no Rio Grande do Sul.