Ainda assim, segmento é dos poucos que não voltaram ao patamar de fevereiro, pré-pandemia, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE.

O comércio brasileiro como um todo segue em recuperação. O varejo de moda sobe 25,2% em julho, conforme a Pesquisa Mensal de Comércio. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os resultados na manhã de hoje, 10 de setembro. Foi uma das atividades que mais expandiu vendas no mês,
completando um trimestre em alta. Entretanto, o aumento acumulado não foi suficiente para compensar as pesadas perdas de março e abril. E as lojas de vestuário, tecidos e calçados estão longe do patamar de fevereiro, ou seja, pré-pandemia.De acordo com Cristiano Santos, gerente da pesquisa, o segmento está 36,2% abaixo do patamar de vendas registrado em fevereiro. O varejo de moda sobe 25,2% em julho, tanto em volume de vendas, quando em receita nominal.
No mês, sete das oito atividades acompanhadas pelo IBGE, mostram variação positiva. A exceção é o grupo de supermercados que apresenta estabilidade em relação a junho. Em julho, o comércio brasileiro como um todo expandiu 5,2% em volume de vendas e 5,7% em receita nominal na comparação com o mês anterior.
ACUMULADO DO ANO AINDA NEGATIVO
Até agosto, o varejo de moda mantém queda em relação aos primeiros sete meses de 2019. “Apesar disso, o indicador acumulado no ano até o mês de referência, ao passar de -38,7% em junho para -37,6% em julho, apresentou redução no ritmo de queda”, ressalta o relatório que acompanha a pesquisa, em relação ao volume de vendas. Em receita nominal, o declínio foi de 37,4%.
Para o comércio varejista em geral, o acumulado do ano aponta para recuperação. De janeiro a julho, a queda ficou em 1,8% sobre igual período do ano passado. Mas, a receita nominal acumulou alta de 1,4% sobre o mesmo intervalo de 2019.
DESEMPENHO DO VAREJO DE MODA EM 12 ESTADOS
Em todos os 12 estados que são tratados como destaque na pesquisa mensal do IBGE, o varejo de moda acumula perdas grandes na comparação com 2019. A maior retração foi registrada pelas lojas de vestuário, tecidos e calçados da Bahia. Ali, as vendas caíram 48,1% em volume e diminuíram 48,6% em receita nominal.
A menor queda foi observada no varejo de moda do Espírito Santo. Recuo de 15% em volume de vendas e de 16,5% em receita nominal.
NAVEGUE PELOS GRÁFICOS
Nos gráficos abaixo, acompanhe a evolução mensal das vendas do varejo de moda e compare com o desempenho do comércio em geral. Clicando na seta, confira os indicadores acumulados de janeiro a julho das lojas de moda em 12 estados, de acordo com a pesquisa do IBGE.