O varejo de moda aumentou volume e receita pelo segundo mês consecutivo, mas não com força suficiente para compensar as perdas.

Com os resultados de junho, o varejo de moda assinala alta pelo segundo mês consecutivo, assim como o comércio em geral. A melhora reflete a reabertura das lojas físicas, fechadas como medida de proteção diante da pandemia de covid-19. As vendas de junho das lojas de roupas, calçados e tecidos subiram
53,2%, com o correspondente aumento da receita nominal (53,3%) em relação a maio. Os dados constam da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada hoje, 12 de agosto, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).Em junho, o comércio brasileiro como um todo cresceu 8% em volume de vendas e 8,5% em receita nominal sobre maio, mostra a pesquisa. “Os resultados positivos eram esperados porque viemos de uma base de comparação muito baixa, que foi o mês de abril (-17%). Esse crescimento, então, foi praticamente generalizado, distribuído em quase todas as atividades. Desde o começo da pandemia, a gente bate muitos recordes, tanto negativos quanto positivos, então os números estão muito voláteis”, declarou em comunicado ao mercado o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, sobre o desempenho do varejo em geral.
Apesar da variação positiva de maio e junho, a recuperação não foi suficiente para compensar as drásticas perdas de março e abril. Dessa forma, o varejo de moda fecha o primeiro semestre em queda. Sobre os seis primeiros meses de 2019, o declínio foi de 38,9% em volume de vendas e de 38,6% em receita nominal. O IBGE ressalta que “a atividade é a que mais vem sofrendo os efeitos do isolamento social durante o período de pandemia”.
O semestre ficou negativo também para o volume de vendas do comércio em geral (-3,1%). Contudo, a receita nominal registra pequeno avanço de 0,1% sobre os primeiros seis meses do ano passado.
DESEMPENHO DO PRIMEIRO SEMESTRE EM 12 ESTADOS
O varejo de moda de todos os 12 estados que são tratados como destaque na pesquisa mensal do IBGE continua a operar em queda, na comparação com o acumulado de 2019. Todos os mercados apresentaram redução de vendas no acumulado de 2020 até junho, em volume e receita. Os maiores índices de retração foram observados em três estados do nordeste, sendo que Pernambuco enfrenta a situação mais grave. Recuou 57% em volume de vendas e diminuiu 39,3% em receita nominal.
NAVEGUE PELOS GRÁFICOS
Veja a seguir, em gráficos, a evolução das vendas do varejo de moda e compare com o desempenho do comércio em geral. Clicando na seta, confira os indicadores acumulados de janeiro a junho do varejo de cada um dos 12 estados, de acordo com a pesquisa do IBGE.