Mesmo com menos dias úteis no começo de julho por causa da Copa do Mundo, a queda foi menor que nos meses anteriores.
Embora o volume de vendas do comércio brasileiro como um todo tenha caído 1,10%, em julho, o segmento de tecidos, vestuário e calçados caiu menos (0,10%), em comparação com o mês anterior, quando sofreu a maior queda do ano, assim como aconteceu em junho de 2013. Mas, se o comércio em geral viu a receita nominal encolher 0,70%, a dos produtos de moda não registrou alteração na passagem de junho para julho, apesar de os preços das roupas terem caído no período, mostra a pesquisa realizada mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Sobre julho de 2013, a pesquisa indica queda de 4,4% em volume de vendas, com aumento da receita nominal de 0,4%. Entre os 12 estados que o IBGE acompanha, apenas quatro assinalaram aumento: Espírito Santo (2,5%), Goiás (1,3%), Ceará (1,2%), como já vem ocorrendo desde abril, e Pernambuco (0,4%), que voltou ao grupo de crescimento, depois do tropeço das vendas em junho. Rio de Janeiro está no grupo dos oito que amargaram queda nas vendas, com recuo de 8% em julho, depois do aumento recorde de 10,4% experimentado pelo estado fluminense em junho. Acompanharam a tendência de declínio no volume de vendas: o Distrito Federal, com queda de 8,9%, a mais alta entre os mercados analisados; depois São Paulo, com redução de 6,7%; e Minas Gerais, menos 5,4%.
“Esse comportamento deve-se à redução do número de dias úteis em relação a julho do ano passado, embora os preços de vestuário não estejam acompanhando a inflação geral”, avalia o relatório da pesquisa. Quanto à receita nominal do segmento de tecidos, vestuário e calçados, a pesquisa do IBGE mostra comportamento difuso. Metade dos estados registrou perdas em comparação com julho do ano passado e a outra metade, ganhos. A maior alta foi verificada no Espírito Santo (8,7%), enquanto o Distrito Federal foi o que mais perdeu (3,2%).