Desempenho das lojas de vestuário, tecidos e calçados ficou abaixo do comércio varejista brasileiro como um todo.
O primeiro trimestre do ano foi bem difícil para o varejo de moda que ao longo do período viu o volume de vendas cair mês a mês, assim como a receita nominal, que só teve variação positiva em janeiro. Em março, o volume ficou 3,6% menor que o registrado em fevereiro, e a receita recuou 1,8%, mostra a pesquisa mensal de comércio realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada essa semana. Um dos fatores que influenciaram esse apuro está associado ao clima que manteve dias bem quentes mesmo depois do fim do verão, prejudicando a vendas das coleções de outono/inverno.
O comércio varejista brasileiro como um todo também não foi bem em março, depois da alta de fevereiro. Em volume de vendas, a queda foi de 0,90% sobre o mês anterior, e em receita, a retração ficou em 0,40%. Segundo o IBGE, o decréscimo na passagem de fevereiro para março atingiu seis das oito atividades investigadas para composição do indicador, tanto em volume quanto em receita.
Em relação a março de 2015, o comércio como um todo reduziu o ritmo das perdas, com recuo de 5,7% em volume, e aumentou a receita nominal em 6,2%. Esse resultado não se aplica ao varejo de moda. “A atividade de Tecidos, vestuário e calçados foi responsável pela terceira maior participação negativa na composição do índice geral do varejo, com variação de -14,1% em relação a igual mês do ano anterior”, aponta o relatório do IBGE.
Isso porque entre os 11 estados destacados pela pesquisa, mais o Distrito Federal, a comparação com março do ano passado mostra-se desfavorável para todos, em volume de vendas, e para a maioria, em receita nominal. Somente Santa Catarina, Ceará e Rio Grande do Sul registraram faturamento em alta: 7%, 3% e 2,4%, respectivamente.
As principais perdas em volume foram amargadas por Espírito Santo, que com a redução de 22,1% – a maior entre os estados destacados, praticamente anulou os ganhos registrados no mês anterior; São Paulo (-21,6%), que continua a ser um destaque negativo do varejo setorial; e Minais Gerais (-19,7%). Em termos de receita, o maior recuo foi observado nos mesmos três estados: Espírito Santo (-19,5%); Minas Gerais (-15,5%); e São Paulo (-15%).