Da indústria têxtil e de confecção ao varejo, passando pelo atacado, todas as atividades ampliaram os empregos com carteira assinada no mês
Outubro foi bom para os empregos com carteira assinada na área de vestuário. Da indústria têxtil e de confecção ao varejo, passando pelo atacado, todas as atividades abriram vagas de trabalho formais. Esse aumento na oferta de trabalho é comum para o comércio no terceiro trimestre, quando são contratados os chamados temporários, que reforçam as equipes do varejo por causa do movimento das festas de fim de ano. É a primeira vez no ano inteiro que o varejo de roupas contrata mais do que demite.
Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), as lojas de roupas abriram 5.711 vagas de trabalho com carteira assinada no mês. Esse volume de contratações está bem acima do registrado pelas lojas no mesmo mês em 2016 (2.472) e em 2015 (1.332). As demissões nos estados foram bem residuais. O destaque fica com a oferta de empregos puxada por São Paulo, que criou 1.527 postos de trabalho em outubro. O varejo do Rio de Janeiro abriu mais 547 vagas e o do Paraná outras 458.
Em situação de emprego mais favorável, o atacado de moda ampliou os quadros em outubro, com a contratação adicional de 196 profissionais, mostram os dados do Caged. Em dois anos, é a primeira vez que o comércio atacadista cria postos no mês de outubro. Em 2016 e 2015, as empresas do segmento mais demitiram que contrataram. Também no atacado, assim como no varejo, as demissões foram poucas e pontuais. Paraná foi o que mais abriu vagas, com a oferta de 56 postos, seguido por Santa Catarina mais 33 empregos e São Paulo com mais 26.
EMPREGO EVOLUI NA INDÚSTRIA TÊXTIL E CONFECÇÃO
O levantamento do Caged revela que na indústria brasileira têxtil e de confecção de roupas persiste o movimento de contratação que se repete mês a mês desde janeiro. Em outubro, as empresas do segmento preencheram 2.235 novos postos de trabalho.Novamente Santa Catarina lidera as contratações com a oferta adicional de 763 vagas. São Paulo aparece em segundo lugar com a criação de 625 postos de trabalho, e o Ceará é o próximo com a abertura de 396 empregos com carteira assinada.
Na contramão desse crescimento, o levantamento mostra que a indústria do Mato Grosso foi a que mais demitiu fechando 427 vagas. Na Bahia, o corte atingiu 186 vagas e em Goiás, as demissões deixaram saldo negativo de 101 empregos a menos.
SITUAÇÃO BRASILEIRA
De acordo com o ministério do Trabalho, o saldo de empregos formais em outubro para o país inteiro e em todas as atividades somou 76.599 vagas abertas. Segundo o governo, é o melhor resultado do ano e também o melhor para o mês de outubro desde 2013. A indústria de transformação criou 33.200 postos.