Para girar estoque represado pela pandemia de covid-19, o varejo mantém as promoções em agosto, que vão se estender por setembro.

Os preços de itens de moda continuam a cair. De modo que em agosto, vestuário tem o quarto mês de deflação acelerada. A categoria caiu
0,78% sobre julho, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). A queda reflete as promoções anunciadas pelo varejo como forma de girar estoque represado por causa da covid-19 ou para movimentar a produção. A expectativa é as lojas continuarem as campanhas promocionais por setembro até chegarem às vitrines as novas coleções.Com declínio de 1,11% nos preços de agosto sobre julho, roupas influenciaram o indicador negativo do mês. As roupas infantis caíram 1,46%; as femininas recuaram 1,23%; e as masculinas baixaram 0,74%.
Outro segmento da categoria Vestuário, calçados e acessórios ficaram 0,55% mais baratos que em julho. Ao contrário dos demais, os segmentos de joias e bijuterias, além de tecidos e armarinhos, mantêm a curva de alta. Joias são afetadas pela consistente valorização do ouro, e os preços sobem 2,32%. Já o custo dos tecidos no varejo desacelerou para 0,23% em agosto.
Para o varejo como um todo, a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que mede a inflação oficial do país aponta, entretanto, para alta de 0,24% em agosto. Os resultados foram divulgados na manhã desta quarta-feira, 09 de setembro
VARIAÇÃO ACUMULADA NO ANO
Até agosto, a categoria Vestuário tem deflação acumulada de 3,21%, conforme a pesquisa. Só os preços de roupas caíram 3,95% nesses oito meses, na comparação com igual período de 2019. As roupas femininas foram as que mais afetaram o indicador, acumulando redução de 5,27% até agosto. No período de comparação, roupas masculinas recuaram 3,18% e roupas para crianças reduziram 2,34%.
Da mesma forma, os preços de Calçados e acessórios acumulam queda no ano, próxima da de roupas (-3,78%), segundo a pesquisa do IBGE.
Sobre 2019, Joias e bijuterias acumulam alta de 10,11% de janeiro a agosto, enquanto tecidos ficaram 3,06% mais caros.
De acordo com o IBGE, a inflação brasileira acumulada saltou para 0,70% entre janeiro e agosto.
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DE MODA EM 16 CAPITAIS
Os preços do grupo Vestuário registraram inflação em cinco das 16 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE. Depois de registrar a maior queda em junho entre as capitais, Campo Grande viu a inflação subir para 0,61% em agosto, puxada pela alta de Roupas (1,08%).
Nos gráficos abaixo, criados pelo GBLjeans, o leitor consegue acompanhar a variação mensal e acumulada da inflação do país e dos preços dos itens de Moda. O portal complementa a análise com um recorte só para Roupas, mostrando o desempenho por segmento e público.
Da mesma forma, os gráficos trazem ainda dados da variação mensal e acumulada de Moda e Roupas nas 16 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE.