Especializada em moda infantil, empresa completa 30 anos em abril otimista com a retomada.

Durante a pandemia de covid-19, o Grupo Paraíso enxugou a companhia para passar pela crise. Dos 800
funcionários que empregava no início de 2020, manteve 440. Ao completar 30 anos de mercado, o grupo retoma os planos de crescimento. Gradativamente, recompõe o quadro de pessoal. Hoje, são 600 colaboradores. A expectativa é crescer 30% em 2022 sobre 2021, com as vendas alcançando 2 milhões no ano, estima Celma de Assis Rossato, CEO do Grupo Paraíso.Ela conta que recentemente reforçou a produção com duas unidades, abertas em cidades a 250 quilômetros de distância de Terra Roxa, também no Paraná, onde fica a sede da empresa. Inauguradas em 2022, as duas unidades de produção atenderão a demanda do grupo.
Com três marcas, duas de vestuário e uma de enxoval, o Grupo Paraíso produz o próprio jeans. A maior linha de jeans está na marca-mãe Paraíso que veste do 0 ao 10. Voltada para o público menorzinho, de 0 a 4 anos, a Le Bhua tem jeans, mas pouco, conta Celma. Entre as duas coleções, o jeans compõe 60% do total, estima a empresa.
Terceira marca do grupo, a Le Tut produz enxoval para crianças de até um ano de idade, sem incluir jeans.
Uma quarta marca deverá ser lançada no último trimestre de 2022, com a qual o grupo estreia na área cultural. O projeto resgata a Turminha Paraíso, uma ação desenvolvida em 2010 com o lançamento de um DVD musical para crianças, e que hoje conta com canal próprio no YouTube com 2 milhões de seguidores. Na nova fase, manterá o perfil com canções que falam de família, de fé e Deus para crianças, só que com composições de autoria da própria Celma.
HISTÓRIA DE FÉ

Aos 54 anos, com quatro filhos e netos, Celma realizou o sonho de quando tinha 17 anos, de que teria uma empresa com mil funcionários. Entre colaboradores e empregos indiretos que gera, o Grupo Paraíso dá trabalho para cerca de 2 mil pessoas.
Muito religiosa, a empresária atribui as conquistas à sua íntima ligação com Deus, à fé e à atitude para perseguir os propósitos a que se propõe. O desejo de ter um bonito enxoval para o filho que nasceria e a falta de dinheiro dela e do marido para comprar um foram o combustível para irrigar a veia empreendedora da jovem Celma, de 17 anos.
Aprendeu a costurar e a bordar, desenhou o que bordaria, bordou, e fez o enxoval que lhe rendeu muitos elogios e selou o pacto com Deus em bases profundas, assegura. Católica, ela faz questão de professar sua fé como motor da trajetória pessoal até a construção do grupo e os valores que assume na gestão.
Ela lembra que uma nova crise financeira do casal levou Celma a buscar, antes dos 20 anos, uma fonte de renda adicional para a casa, que encontrou bordando panos de prato que deixava em consignação nas lojas de artesanato da cidade. Uma cliente de fora da região propôs que ela bordasse fraldas. Ela fez. As encomendas aumentaram, assim como a diversidade de produtos. A cliente levou Celma até a rua 25 de março para vender no atacado as peças de enxoval para bebê que exibia no quarto do casal transformado em showroom todas as manhãs.
Em 1992, nascia a empresa, hoje, Grupo Paraíso. Por intermédio desse cliente de São Paulo, passou a vender para a Brascol, maior distribuidora de produtos para moda infantil do país instalada no Brás e que deu o empurrão para o crescimento.
LANÇAMENTO DE VERÃO DO PARAÍSO
Por esse histórico afetivo com São Paulo, Celma escolheu realizar na cidade a primeira convenção de vendas presencial depois das restrições impostas pela pandemia. Será em abril para lançar a coleção de verão das marcas para os 90 representantes comerciais. No dia 30 de abril, véspera do Dia do Trabalhador, organiza festividades no Centro de Eventos de Terra Roxa para celebrar os 30 anos com colaboradores e as famílias deles.
Além da confecção, o Grupo Paraíso tem ainda uma construtora, que foi responsável por erguer a sede da companhia, inaugurada em 2018 em área de 10 mil metros quadrados, integrando produção, com corte e confecção, parte administrativa e estoque.
fotos: divulgação