Entrada no mercado feminino e aumento de demanda impulsionam investimento de R$35 milhões

Depois de 32 anos operando como Pacífico Sul, o grupo catarinense dono de seis marcas de roupas infanto-juvenis, mudou. Passa a atuar como Texpa Fashion Innovation, mudança que estendeu inclusive para a razão social, com a intenção de ser reconhecida como
uma companhia de moda desde o nome. “Nossas marcas eram mais conhecidas que a companhia”, constata Célio Martins Junior, CEO da Texpa, para explicar a mudança.Nesse processo, o grupo que detém as marcas Vic&Vicky, Johnny Fox, Infanti, Kukiê, Luc.Boo e Lilimoon abriu uma nova frente com o lançamento da marca para mulheres Linzzi. Estreia com a coleção do inverno 2022, apresentada em salões de negócios de moda no Brasil que retornam ao modelo físico.
Afora a nova marca, o grupo Texpa Fashion Innovation se prepara para atingir 6 milhões de peças produzidas em 2021, crescimento de 20% sobre 2019, que foi um ano recorde para a empresa, diz o CEO. Ele atribui o desempenho mais que favorável a alguns fatores.
Um deles é o modelo de empresa verticalizada que fabrica toda a malha que consome e manter todo o processo de produção internamente, inclusive da linha de jeans da nova marca Linnzi. Em função, dessa estrutura industrial, a empresa se beneficiou do movimento de substituição de importações provocado pela forte alta do dólar.
Também ajudou a fortalecer a demanda interna a ruptura da cadeia global de fornecimento que uma empresa verticalizada tem condições de atender, aponta Martins Júnior. Além do auxílio emergencial que em parte serviu para irrigar o consumo, acrescenta.
INVESTIMENTO DE R$35 MILHÕES
Para 2022, a previsão é repetir o robusto crescimento na casa de 20%, pelo menos até o final do primeiro semestre.
Para fazer frente ao aumento de demanda pelas marcas infanto-juvenis e alavancar a Linzzi, a Texpa definiu plano de investimento de R$35 milhões.

O desembolso incluiu a compra de terreno ao lado da sede e do parque fabril da empresa em Blumenau (SC) para construção de uma nova planta industrial.
Outra parte dos recursos foi aplicada na compra de máquinas e equipamentos para a nova unidade.
LINZZI
Sétima marca do grupo, a Linzzi foi concebida para atuar sobretudo na faixa de mercado composta por mulheres de 30 a 45 anos das classes A/B, com a ambição de oferecer desde modelos casuais, passando pela roupa de trabalho até ocasiões um pouco mais formais como um coquetel corporativo.
Nessa fase inicial, a linha de jeans da Linzzi é pequena mas variada, conta o CEO. A produção do jeans é própria, terceirizando apenas a etapa de lavanderia. “Mas queremos que essa linha seja cada vez mais importante”, diz.