Essa é uma etapa importante da transação que segue outras condições até a conclusão.
Dois meses depois do anúncio de acordo, o Cade aprova a fusão de Hering e Soma. Conforme Fato Relevante publicado pelas duas companhias, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou o negócio sem
restrições. A aprovação definitiva por parte da agência reguladora sairá em meados de julho, desde que não haja recursos de contestação.O acordo de associação entre as duas empresas prevê outras etapas e condições a serem atendidas. Aprovada, da operação resultará uma das maiores companhias de vestuário do Brasil, com receita líquida combinada de R$2,8 bilhões em 2019.
Em seguida ao anúncio da resposta positiva por parte do Cade, a Cia Hering informou ao mercado que o Conselho de Administração da companhia aprovou aditivos ao acordo celebrado em abril, no intuito de formalizar a nova estrutura para a combinação dos negócios entre as duas empresas.
O desenho financeiro da transação é complexo, envolve a incorporação de ações, a criação de uma nova empresa como subsidiária integral do Grupo Soma até a fusão completa, quando os acionistas da Hering irão compor o quadro acionário reestruturado da companhia carioca.
HERING E SOMA EM NEGÓCIO DE R$5 BILHÕES
A expectativa inicialmente mencionada apontava para que, ao final do processo, os acionistas de Hering deteriam 34,4% das ações da empresa combinada.
Na ocasião do anúncio do negócio, as empresas informaram ao mercado que a transação está avaliada em R$5,1 bilhões.
Do total, R$3,6 bilhões equivalem a ações do Grupo Soma. Outros R$1,5 bilhão correspondem a reforço de caixa, mediante linha aprovada pelo banco Santander.
A marca Hering será mantida. Fábio Hering, atual CEO da companhia catarinense, assumirá como presidente do conselho de administração do Soma.
No primeiro trimestre de 2021, a receita líquida do Grupo Soma registrou R$353 milhões e da Cia Hering anotou R$285 milhões.